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Procuradoria da Mulher realiza roda de conversa sobre combate à violência contra a mulher

Procuradoria da Mulher realiza roda de conversa sobre combate à violência contra a mulher

A Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal de Aracaju (CMA) realizou nesta segunda-feira, 31, uma roda de conversa com o tema políticas para a prevenção, combate e enfrentamento à violência contra a mulher em Aracaju. O encontro realizado de forma on-line reuniu a presidente da Procuradoria, Emília Corrêa (Patriotas), as vereadoras Sheyla Galba (Cidadania) e Linda Brasil (PSOL), além de convidadas. “Nós, mulheres temos obrigação de estarmos unidas para enfrentar a violência contra as mulheres”, iniciou Emília Corrêa.

Começando a conversa, a juíza Coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (Cevid/TJSE), Rosa Geane explicou que  a coordenadoria atua com a educação preventiva (informação à população), promoção de parcerias e articulação com rede de atendimento, educação permanente (capacitação de servidores, professores profissionais da segurança pública e profissionais da rede). ”Nós estamos em ações em todos os eixos nos precisamos muito de vocês, estamos à disposição da Procuradoria da Câmara para ajudar no que for necessário”, disse Rosa Geane.

Já a presidente da Comissão de Direitos Humanos do Instituto Professora Liete Oliveira Azevedo (Ressurgir),  Valdilene Martins abordou sobre o aumento da violência contra a mulher durante a pandemia do coronavírus. “Fazemos o trabalho de prevenção, precisamos movimentar as Câmara Municipais e ter Leis efetivas para dar sustentabilidade a denúncia da mulher”, opinou.

No mesmo sentido, a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Joelma Dias considerou um avanço no Brasil na política de enfrentamento da violência, mas em sua visão, falta a desconstrução da desigualdade de gênero e raça. “Infelizmente durante a pandemia aumentou muito os casos de mulheres agredidas, principalmente com idade entre 20 a 59 anos, no bairro Santa Maria”, informou.

A delegada do Departamento de Atendimento aos Grupos Vulneráveis (DAGV), Meire Mansuet, informou como funciona o protocolo de atendimento: “assim que as mulheres chegam são acolhidas, passam por uma triagem, faz-se o boletim de ocorrência, vai até a delegada de plantação para dar encaminhamento ao caso e se for necessário, faz uma medida protetiva”, disse informando que o DAGV está com portas abertas 24h por dia para acolher todas as mulheres.

A juíza aposentada, de Direito da violência doméstica e familiar contra a mulher TJ/BH e ativista do despertar da Mulher, Maria Consentino acredita que quanto mais divulgação de políticas públicas, mais informação e acolhimento às mulheres, sentirem que podem contar com o sistema de justiça. “É preciso fazer uma desconstrução milenar do patriarcado e do machismo enraizado na nossa sociedade”, afirmou.

Da mesma forma, a delegada Ana Carolina Machado, da DAGV de São Cristóvão, concordou que o primeiro passo é desconstruir o patriarcado. “É preciso trabalhar na prevenção e levar a informação às mulheres. O mais importante nesse trabalho é não julgar e sim, acolher”, opinou. Segundo a delegada, para a mulher sair do ciclo de violência, precisa se sentir acolhida, pois para a mulher chegar a uma delegacia ela está há muito tempo sofrendo com agressões.

A deputada Goretti Reis que está a frente da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa informou que através da procuradoria consegue-se viabilizar diversas políticas públicas voltadas às mulheres violentadas. “Muitas vezes essa mulher não tem autonomia financeira, o que acaba sendo um impedimento para a denúncia e o prolongamento dessa situação”, analisou.

Vereadoras

Após a fala das convidadas, as vereadoras se pronunciaram sobre o assunto. A fala de Linda Brasil foi para reforçar que o enfrentamento a violência feminina não é uma luta apenas das mulheres. “Os homens também precisam se envolver no assunto e fortalecer essa luta”, reforçou. Além disso, a parlamentar tratou sobre o crescimento da GLBTfobia.

Já Sheyla Galba, reforçou que há a necessidade de se começar o trabalho de prevenção contra a violência nas escolas. “Precisamos também desconstruir que a mulher sempre está no papel de submissão do homem”, pontuou.

Finalizando a reunião, Emília Corrêa agradeceu a participação efetiva de todas as convidadas e reforçou que a luta de enfrentamento da violência não pode parar. “Denunciem, não tenham medo de falar. Vocês têm acolhimento”, disse.

Participação

O encontro contou ainda com a participação da advogada Flávia Elaine, da presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Érika Leite, da psicóloga Mônica Silveira e da assistente social, Lídia Anjos.

Ascom/CMA

📸 CMA 

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